Noites sem estrelas!
Apenas a lua insiste em ficar!
Não fala, nem canta, não se move,
apenas me deixa contempla-la.
Vejo as casas escuras, janelas que luzem,
sombras indefinidas que dançam
nas brisas que as seduzem...
e, mais adiante, o mar, espelho negro,
mágico, que embala e sussurra
versos que não posso traduzir.
Tu me achaste assim, perdida,
cantaste em meu peito a pétala
de uma roseira florida.
Dança comigo sem música!
Apenas balança com as ondas
e olha-me no luar.
Teu abraço me aconchega em tua voz,
e me prendes sem correntes
apenas com o que sentes,
e arrepias-me num beijo calado.
És meu ninho quente e protector,
meu barco, meu farol,
minha cama, meu lençol,
meu medo de querer
um sonho que não posso ter!
É denunciante a tua expressão
quando meu olhar te busca e deseja,
quando minha mão, teu rosto beija,
e encontra doce paixão!
Mede a largura dos teus abraços!
Cola-os em mim definitivamente.
Adormece comigo ao luar,
e quando a manhã acordar,
não se vai o encanto,
fica o alento
de continuar a sonhar!
S
28Novembro2007
3.4.09
AMOR
Olhar um vazio e preenche-lo
com a silhueta daquela voz que dança no pensamento
e esperar que ganhe forma e corpo...
Repetir seu nome na tentativa de possui-lo,
não escreve-lo para que não seja roubado,
ou visto, invejado, ou querido...
Querer possuir sem, contudo, demonstrar,
pois afinal, amar é pertencer e dar!
Chorar sem precisar... apenas porque a ausência dói,
como se algo em nós faltasse!
Se amar não fosse ter, querer, unificar...
porque doeria tanto a fuga, a distância,
o silenciar?
Ser...
só é possível sem metades.
Amar é unidade, não fragmento.
Saudade bilateral, mutualismo,
simbiose no desejo e na verdade,
sonho comum, mesmo que impossível.
O amor não é banal, gasto, esquecido, ultrapassado!
A palavra parece esgotar-se em bocas indignas
as letras sofrem e os sentidos divergem,
mas a verdade prevalece!
Porque há quem ame, quem volte a amar,
quem não desista de escrever que é seu sonho
um amor de vida inteira!
Mas querer ser amado é um direito,
de quem descobre que deve amar primeiro!
S
12Outubro2007
com a silhueta daquela voz que dança no pensamento
e esperar que ganhe forma e corpo...
Repetir seu nome na tentativa de possui-lo,
não escreve-lo para que não seja roubado,
ou visto, invejado, ou querido...
Querer possuir sem, contudo, demonstrar,
pois afinal, amar é pertencer e dar!
Chorar sem precisar... apenas porque a ausência dói,
como se algo em nós faltasse!
Se amar não fosse ter, querer, unificar...
porque doeria tanto a fuga, a distância,
o silenciar?
Ser...
só é possível sem metades.
Amar é unidade, não fragmento.
Saudade bilateral, mutualismo,
simbiose no desejo e na verdade,
sonho comum, mesmo que impossível.
O amor não é banal, gasto, esquecido, ultrapassado!
A palavra parece esgotar-se em bocas indignas
as letras sofrem e os sentidos divergem,
mas a verdade prevalece!
Porque há quem ame, quem volte a amar,
quem não desista de escrever que é seu sonho
um amor de vida inteira!
Mas querer ser amado é um direito,
de quem descobre que deve amar primeiro!
S
12Outubro2007
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