Entrevista com Sidónio Bettencourt na RDP Açores

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Just a Silent thought to share

3.7.09

TEMPESTADE














Rebusco a vida e hoje não sou a de ontem.
A lua aparta o sol e impõe-se, quase apagada…
Velejam meus sonhos
Entre destroços de silêncio, entre o nada
E o mar se aquieta…
Tempestade sou eu, dentro e fora,
Detida nas grades do invisível,
Da estrada de pó,
Oásis impossível,
Fragrância amargada,
Relva seca,
Rosa desmaiada…
Hoje não sou a de ontem.
Sou a de amanhã
Enquanto a alma o ditar…


S.

2.7.09

Verbos Entrelaçados


















A manhã veste-se
E o seu olhar poisa no único rosto que ontem
Lhe enfeitiçou as pálpebras quando adormeceu!
Ela sorri enquanto saboreia a ilusão,
Espreguiça-se como o abraço que não deu,
E adivinha o beijo.
Onde estariam agora seus lábios?
Não importa.
Estão com ela…em seus delírios imaturos…
Em seus anseios inconsequentes,
Em suas mais deliciosas fragrâncias,
Seus segredos…
Ela se rende apenas em oculto.
Ela sente, adivinha… ela sabe…
Que se acordar ele não está,
Que nunca lhe dirá
Que o sonhou.
Tocou,
Acarinhou,
Saboreou,
Desvendou,
Partilhou,
Se entregou…
Em verbos entrelaçados…
Que foram apenas palavras
Soltas a uma brisa de verão,
A um poema, a uma canção
Sem voz.

S.