Entrevista com Sidónio Bettencourt na RDP Açores

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Just a Silent thought to share

18.1.12

Velejador do tempo





Velas espreguiçadas,
Vagas de raiva espumadas,
Mastro, ponteiro desnorte.
Sangue em lava, corpo gelado,
Oceano rasgado
Enquanto os dias empurram o luar…
Vai-se atrás, em frente,
Despe-se o rosto dormente,
Cordas que fecham mãos calejadas.
Sabe-se, ainda que incerto
Que há bonança adiante
Mesmo que, de tão perto,
Tarde… como um amante…
Cansaço desprendido,
Valentia desmedida,
Ser além do que se é
Para ser proa ou ré,
Também!
Ah revolta de quem ama!
Poder de quem supera,
Vontade que brama
Sem ruído,
Com olhos de terra lavada,
Vestidos de azul e cinza!
Não há remos, são braços.
São corações à boca
Que dão ao mar abraços!

22.11.11

Tal intensidade...






Há um tal sabor...

rural, invasor, letal...

Um estado febril,

são...

levitante...

Um leito inerte

de corpo percorrido,

maratona do tacto,

colheita de contorções...

Uma tal chama labial,

rastilho involuntário,

seio orvalhado,

mordida fatal...

Mudos "ais"

arrastados,

dedilhados,

declamados por puplias dilatadas,

denunciadas,

ensandecidas...

Um estado tal

de estar,

ir estando,

demorar,

arrebatando,

enlouquecendo lentamente

enquanto se sente

cada poro acordar

Com tal intensidade

que se priva de aquietar...



Silenciosdeouro